A Competência é um conceito amplo. É um saber agir responsável e
reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos,
recursos e habilidades, que agreguem valor económico à organização e valor
social ao indivíduo, que se baseia-se no conhecimento (saber-saber), na habilidade (saber-fazer) e na atitude (saber-estar).
O Comportamento é o único meio de observar as competências, pelo que se torna no intermediário fundamental de ancoragem e operacionalização prática das mesmas. Aqui entende-se o Comportamento no sentido de acções observáveis que o indivíduo utiliza intencionalmente em contexto profissional, no sentido de produzir resultados determinados ou obter efeitos e reacções específicas; São assim o reflexo aparente do “saber estar” e do “saber fazer”.
Para avaliar as Competências podemos utilizar três estratégias:
- Por comparação empírica com níveis de proficiência (inventários e check-lists)
- Por observações de frequência comportamental (questionários ou observação sistemática)
- Por comparação de desempenhos face a população de referência ou padrões pré-definidos (gap’s face a padrão, observação sistemática ou superação de provas ou testes estruturados)
E onde é que eu quero chegar com isto tudo?
Ora muito bem.. precisamente ao antónimo da Competência... a INCOMPETÊNCIA.
A Incompetência está sempre presente na nossa vida, pois não somos competentes em tudo, mas é por demais nos dias de hoje na área profissional.
A Incompetência é a inabilidade de alguém de desempenhar adequadamente uma determinada tarefa ou missão. Essa inabilidade pode ser momentânea, ou delimitada no tempo, ou então prolongada. O problema é quando ela é prolongada, escondida e dissimulada, isso sim é muito mau. Deitar areia para os olhos dos outros, que não conhecem o trabalho, já de si é mau, mas passa, mas agora fazê-lo com que se trabalha diariamente, à vários anos é péssimo. E são estas pessoas que estão em lugares de coordenação ou de gestão de topo.
É assim que Portugal está, com uma gestão/ coordenação realizada por uma grande maioria de incompetentes, incapazes de reconhecer as suas limitações e de fazerem algo por isso. E se as avaliarmos, seja de que forma for, chegamos à conclusão que até são competentes na sua incompetência.

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